sexta-feira, 21 de abril de 2017

                               Um inesperado anjo


Cap. 5 > Medo bobo<


    Ele estava acabado! Se jogou em meus braços em prantos. Fechei a porta com o pé e o acompanhei até o pequeno sofá vermelho da sala.
 - Pode me contar o que aconteceu agora? – ele assentiu com a cabeça e respirou fundo.
-                     - Eles descobriram tudo Ana! – caiu em prantos novamente, então segurei suas mãos, passando
                    segurança – Não te disse daquela mentira que eu me meti? – assenti – Vasou tudo na imprensa. Meus
                    fãs me odeiam Ana! ODEIAM! – gritou a última palavra. O abracei, senti que era aquilo que ele
                     precisava. Respirei fundo.
                     - Você quer dormir aqui  hoje? Tem um quartinho do lado do meu. Não é lá grande coisa, mas...
                     - Obrigado! – me interrompeu – Obrigado por ter me escutado e não ter me julgado. – sorri e ele                              retribuiu.
                    - Está com fome? – ele assentiu – Vou pedir uma pizza pra gente!
                          Pedi uma pizza doce e uma salgada, que logo chegou. Comemos em meio as risadas e                                        brincadeiras, nem lembrávamos do que a minutos atrás ele estava devastado. O radio estava ligado em u                 um volume ambiente (mais pra baixo que pra alto).
                    - Tem um pedaço de pizza aqui... – disse Luan, apontando para o canto da minha boca.
                      Por pura ironia do destino, o radio ecoou, nada mais, nada menos que “Como é que a gente fica” de                      Henrique e Juliano. Luan foi se aproximando de mim e meus olhos não enxergavam nada além de seuso           olhos castanhos e misteriosos.
                        Ele esticou o dedo até o canto da minha boca e retirando o floco de pizza colou nossos lábios. Seu                       beijo era doce e por um ato involuntário, minhas mãos foram parar na sua nuca e as mãos dele até                             minha cintura. Eu sentia uma corrente elétrica passeando pelo meu corpo.
                        Nos separamos por falta de fôlego. Sorri boba como as bochechas coradas e corri para o meu quarto                    trancando a porta em seguida. Encostei a cabeça na porta e fui escorregando até o chão tocando meus                      lábios. O que ele estaria pesando de mim? Com certeza um “Nossa! Que criança!”. Não era pra menos,                    uma pessoa de 22 anos que foge após beijar alguém. Mas não era só alguém, era ELE! O dono do                            melhor sorriso e que agora o amor platônico o deixaria mais lindo. Tenho que admitir, sou uma criança mesmo!  

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