Um inesperado anjo
Cap. 5 > Medo bobo<
Ele estava acabado! Se jogou em meus braços em prantos. Fechei a porta com o pé e o acompanhei até o pequeno sofá vermelho da sala.
- Pode me contar o que aconteceu agora? – ele assentiu com a cabeça e respirou fundo.
- - Eles descobriram tudo Ana! – caiu
em prantos novamente, então segurei suas mãos, passando
segurança – Não te disse
daquela mentira que eu me meti? – assenti – Vasou tudo na imprensa. Meus
fãs me
odeiam Ana! ODEIAM! – gritou a última palavra. O abracei, senti que era aquilo
que ele
precisava. Respirei fundo.
- Você quer dormir aqui hoje? Tem um quartinho do lado do meu. Não é
lá grande coisa, mas...
- Obrigado! – me interrompeu –
Obrigado por ter me escutado e não ter me julgado. – sorri e ele retribuiu.
- Está com fome? – ele assentiu –
Vou pedir uma pizza pra gente!
Pedi uma pizza doce e uma salgada, que
logo chegou. Comemos em meio as risadas e brincadeiras, nem lembrávamos do que a
minutos atrás ele estava devastado. O radio estava ligado em u um volume ambiente
(mais pra baixo que pra alto).
- Tem um pedaço de pizza aqui...
– disse Luan, apontando para o canto da minha boca.
Por pura ironia do destino, o radio ecoou,
nada mais, nada menos que “Como é que a gente fica” de Henrique e Juliano. Luan
foi se aproximando de mim e meus olhos não enxergavam nada além de seuso olhos
castanhos e misteriosos.
Ele esticou o dedo até o canto da minha
boca e retirando o floco de pizza colou nossos lábios. Seu beijo era doce e por
um ato involuntário, minhas mãos foram parar na sua nuca e as mãos dele até minha cintura. Eu sentia uma corrente elétrica passeando pelo meu corpo.
Nos separamos por falta de fôlego. Sorri
boba como as bochechas coradas e corri para o meu quarto trancando a porta em
seguida. Encostei a cabeça na porta e fui escorregando até o chão tocando meus lábios. O que ele estaria pesando de mim? Com certeza um “Nossa! Que criança!”.
Não era pra menos, uma pessoa de 22 anos que foge após beijar alguém. Mas não
era só alguém, era ELE! O dono do melhor sorriso e que agora o amor platônico o
deixaria mais lindo. Tenho que admitir, sou uma criança mesmo!
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